Noções básicas sobre infraestrutura hiperconvergente

Em conteúdos recentes, temos abordado a hiperconvergência, procurando traçar o perfil dessa tecnologia e expor as suas aplicações e benefícios. No post de hoje, procuramos responder à seguinte pergunta: quais são as principais ideias por trás da hiperconvergência como modelo de infraestrutura? Continue a leitura e saiba mais!

Estrutura ágil e escalabilidade

A palavra “hiperconvergência” é formada pela conjugação do prefixo “hiper” ao substantivo “convergência”. O “hiper”, nessa combinação, faz alusão ao fato de que a estrutura em questão é mais convergente ainda do que a estrutura convergente.

A “convergência” é uma palavra pomposa para uma ideia muito simples: a de que o datacenter ganhou complexidade, com vários componentes, e tornou-se cada vez mais difícil de gerenciar. Começou-se, assim, a pensar em uma estrutura que eliminasse complexidade e tornasse o gerenciamento algo mais ágil. A solução foi pensar em melhorar aspectos como armazenamento compartilhado, virtualização e rede, e combiná-las em uma única solução.

No modelo convergente, os componentes de um data center estão unidos em um mesmo chassi, que, de forma compacta, integra no mínimo três interfaces: servidores, rede e storage. Basicamente, as vantagens desse modelo envolvem baixo custo de aquisição, consumo reduzido de energia e menor espaço físico necessário.

Na estrutura hiperconvergente, há semelhanças com essa ideia do modelo convergente, mas a principal diferença reside no fato de há a adoção de componentes definidos por software. Em vez de um sistema de storage compartilhado, neste caso, temos uma combinação de discos rápidos (SSD) e de outros discos, que não são tão rápidos (SAS e NL-SAS). Eles estão interconectados em várias aplicações por meio de uma rede ethernet; em conjunto, eles formam um sistema de storage virtual que possui um desempenho de alto nível. Assim, é possível afirmar que a grande diferença entre um modelo convergente e um modelo hiperconvergente é que neste temos o sistema de storage definido por software.

Aparentemente é algo simples, mas na prática traz muitas vantagens. A escalabilidade é uma delas. No modelo convergente, há limites de ampliação.  Na hiperconvergência, cada nó possui uma fração do sistema de storage; desse modo, os dados mais acessados por dado nó ficam armazenados em discos rápidos (SSD) e os dados menos acessados, em discos menos rápidos. Simultaneamente, todos esses dados estão reproduzidos em pelo menos dois nós adicionais. Ou seja, isso significa que podemos ter um número virtualmente infinito de nós sem perdermos nada em desempenho. Por isso, muitas soluções hiperconvergentes são chamadas de “web scale” – algo como “escala em rede”.

É ainda comum que se pense que este modelo está mais suscetível a erros, o que não é verdade. Na hiperconvergência, os dados estão reproduzidos em no mínimo três nós: assim, dois deles podem falar ao mesmo tempo, que ainda teremos um terceiro, sem o risco da perda de dados.

Como evolução da convergência, esta tecnologia repensou e redefiniu os serviços de datacenter, transformando-o em uma estrutura mais moderna e ágil, que reúne em uma única solução diversas partes distintas. As vantagens são as mesmas da convergência, que já citamos, mas com o benefício extra da escalabilidade. Os adeptos da hiperconvergência podem fazer uma compra inicial tão pequena quanto a de um par de servidores (em oposição a um rack inteiro cheio de equipamentos, como em outras tecnologias). À medida que a infraestrutura se expande e mais recursos são necessários, as empresas vão comprando apenas o que precisam atualmente.

Encerramos aqui a nossa série de posts sobre a hiperconvergência. Aproveite sua visita ao nosso blog e conheça muitas outras novidades sobre o setor de TI. Temos certeza de que você ira gostar!

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